Chamada de artigos: v.5, n.2 - Educação Aberta e Recursos Educacionais Abertos

Revista EmRede - chamada de artigos para o v.5, n.2 - Educação Aberta e Recursos Educacionais Abertos

Apresentação

O objetivo desse número especial é a divulgação de trabalhos empíricos e discussões pertinentes sobre a Educação Aberta (EA) e Recursos Educacionais Abertos (REA) e terá como editores os professores Tel Amiel (Unicamp), Henrique Oliveira (UFTPR) e Elena Mallmann (UFSM).

Movimentos para abertura na educação têm ganhado força na legislação brasileira. O Ministério da Educação (MEC) encabeça o Compromisso #6 do 3º Plano de Ação da Parceria Governo Aberto (OGP-Brasil), que tem por objetivo “incorporar na política educacional o potencial da cultura digital, de modo a fomentar a autonomia para uso, reuso e adaptação de recursos educacionais digitais, valorizando a pluralidade e a diversidade da educação brasileira”. O Plano Nacional de Educação (2014-2024) enfatiza nas metas 5 e 7 a importância dos recursos educacionais abertos para fomentar a qualidade da educação básica. De particular importância para a educação a distância (EaD), a Resolução CNE/CES nº 1, de 11 de março de 2016, também enfatiza a importância dos recursos educacionais abertos para as instituições de educação superior e para as atividades de educação a distância, promovendo “a criação, disponibilização, uso e gestão de tecnologias e recursos educacionais abertos, por meio de licenças livres, que facilitem o uso, a revisão, a tradução, a adaptação, a recombinação, a distribuição e o compartilhamento gratuito pelo cidadão, resguardados os direitos autorais pertinentes.”

Para além da legislação formal, documentos de relevância internacional conclamam a adoção de práticas abertas para melhoria do acesso, equidade e qualidade do ensino. A recente publicação do Plano de Ação de Liubliana, como parte do 2o Congresso Global de Recursos Educacionais Abertos da UNESCO (2017) indica passos claros nessa direção e promove a adoção dessas práticas.

De maneira geral, podemos considerar o movimento para Educação Aberta como um que busca:

Fomentar (ou ter a disposição) por meio de práticas, recursos e ambientes abertos, variadas configurações de ensino e aprendizagem, mesmo quando essas aparentam redundância, reconhecendo a pluralidade de contextos e as possibilidades educacionais para o aprendizado ao longo da vida (Amiel, 2012).

Seguindo essa definição a EA no momento contemporâneo pode ser pensada como qualquer projeto ou ação educativa que ofereça oportunidades de aprendizagem que envolvam o uso de novas mídias para ampliar o acesso a educação, fazendo uso produtivo de recursos, formatos, dados, e sistemas (software/hardware) abertos para promover uma educação colaborativa e autoral (progressiva/progressista) visando maior acesso, equidade e qualidade na educação.

Sabemos do crescente interesse acadêmico sobre o tema no Brasil, particularmente no que tange REA (Zancanaro e Amiel, 2017). No entanto, ainda carecemos de relatos empíricos e críticos de processos, projetos, políticas e ações que incorporem de maneira concreta noções contemporâneas de Educação Aberta bem como artigos que abordem de maneira concreta o desenvolvimento e consequências de práticas com REA, formatos, sistemas e dados abertos na educação brasileira.

Passados seis anos do marco do primeiro livro brasileiro sobre o tema (REA) publicado em 2012, procuramos discussões que possam ir além de uma introdução ao tema ou definições de conceitos. Buscamos discussões mais específicas que possam abordar relações e contrastes entre noções vigentes de EaD e de Educação Aberta; tendências e modelos emergentes de EA; críticas ao desenvolvimento da EA e REA no cenário contemporâneo, e análises empíricas de práticas e experiências.

O campo do acesso aberto, com enfoque em publicações científica já é amplamente discutido no Brasil e portanto, será de menor interesse para essa publicação. Relatos de experiência poderão ser incluídos como tais, mas não serão considerados artigos completos.

Linhas temáticas

a) Discussões teóricas e empíricas sobre a tensão/relação EaD-Educação Aberta;

b) Tecnologias e suas aplicações na Educação Aberta;Sistemas e software de apoio, gestão e construção de REA/EA;

c) Política e gestão em Educação Aberta;
- Relatos de construção/aplicação/resultados de políticas públicas ou institucionais;
- Análise de modelos de gestão de Educação Aberta;

d) Processos didáticos utilizado modelos de/em Educação Aberta;
- Análise empírica de estratégias e modelos de implementação, formação, etc.
- Impactos educacionais (qualidade, eficácia, mudanças significativas de prática, etc.) a partir da adoção de aspectos de REA e EA.

Cronograma

Atividade

Prazo

Submissão ao sistema da Revista

15/01/2018 a 01/03/2018

Avaliação do trabalho (1ª etapa)

01/04/2018

Reformulação do trabalho pelo autor

15/04/2018
(pode ser ampliado)

Revisão textual e retorno aos autores

15/05/2018

Envio da versão final pelos autores

30/05/2018

Editoração

30/06/2017

Previsão de publicação (disponibilização online)

01/09/2018